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Soja perde patamar dos US$16/bushel em Chicago e graficamente pode recuar até os US$15,20/bushel. Mas recuperação é esperada durante safra americana

Escrito por Daniel Alves

O mercado da soja registrou mais uma semana de forte volatilidade, movimentações bastante intensas, para fechar a sessão desta sexta-feira (1) com perdas de mais de 30 pontos nos primeiros vencimentos e mais de 20 nos mais longos. Assim, o maio terminou o dia com US$ 15,82 e o o agosto, US$ 15,31 por bushel. 

Segundo explica o analista de mercado Marcos Araújo, da Agrinvest Commodities, ainda não se trata de uma tendência de baixa estabelecida definitivamente sobre as cotações da oleaginosa, já que a oferta global está longe – e não só de soja – de se normalizar com uma safra cheia dos Estados Unidos, mesmo com uma área recorde que pode ser semeada com a oleaginosa nos EUA como estimou o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) nesta quinta-feira (31) na safra 2022/23. 

Afinal, Araújo afirma que há uma série de outros fundamentos ainda bastante sólidos para que os preços se recuperem, principalmente das últimas perdas. Em sua análise, o analista acredita que as cotações ainda podem testar o patamar dos US$ 15,20, também pelo fato de que não só os próprios fundamentos da commodity têm mexido no andamnento do mercado, mas com o cenário da guerra, por exemplo, trazendo muita instabilidade aos preços, além de uma força política de tentativa de controle da inflação. 

Mais do que isso, o analista afirma ainda que os próximos meses serão de extrema volatilidade – com boa parte do foco se voltando para o clima no Corn Belt – a crise de fertilizantes impactando também os produtores norte-americanos, o que pode fazer com que os 126 milhões de toneladas possam não ser alcançados.

“Qualquer ameaça climática nos EUA ou uma queda na produtividade norte-americana faz com que a segurança alimentar fique muito crítica”, afirma Marcos Araújo. “E há vários governos trabalhando com várias informações tentando controlar a inflação, promovendo essas barrigadas no mercado (…) Mas os fundamentos são muito sólidos para uma recuperação de preços”, completa.

Ainda nesta sexta-feira, também de acordo com o analista, houve pressão das baixas de mais de 4% no farelo de soja na CBOT. 
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Fonte: Notícias Agrícolas

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Daniel Alves

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