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Liderados pelas altas de mais de 5% no trigo, mercado dos grãos em Chicago tem 5ª de avanço após USDA

Escrito por Daniel Alves

O mercado parece ter recebido bem os números do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) e os futuros da soja e dos grãos fecharam o pregão desta quinta-feira (12) com boas altas na Bolsa de Chicago. 

As cotações subiram entre 6,50 e 10 pontos nos principais contratos, levando o julho a US$ 16,13 e o agosto a US$ 15,69 por bushel. Já no milho, os ganhos variaram entre 3 e 11,75 pontos, com o julho encerrando os negócios com US$ 7,91 e o setemrbro com US$ 7,63 por bushel. 

No entanto, quem liderou as altas nesta quinta-feira foram os preços do trigo, já que superaram 5%  – ficando entre 62,50 e 65,75 pontos – entre os contratos mais negociados na CBOT. Dessa forma, o julho fechou o pregão valendo US$ 11,78 e o setembro com US$ 11,81 por bushel. 

“Os preços dos grãos subiram depois que o USDA divulgou seu último relatório mensal de oferta e demanda. Os preços do trigo tiveram um grande salto vendo que o departamento trouxe estimativas de produção abaixo do esperado, enquanto a baixa qualidade da safra continua dando bastante apoio aos preços do grão”, explicaram os analistas de mercado do portal Farm Futures.

O relatório deste dia 12 de maio foi o primeiro que trouxe as projeções iniciais para a safra 2022/23 e alguns números mexeram bastante com o mercado e os que mais impactaram foram os do trigo. O USDA revisou para baixo os estoques, relações de estoque x consumo, oferta e foi combustível forte para o movimento de avanço. 

Além dos estoques finais da safra 2021/22 dos EUA terem sido reduzidos, a estimativa para a nova safra americana do cereal – de 47,05 milhões de toneladas veio abaixo das expectativas do mercado de 48,74 milhões. Do mesmo modo, o USDA ainda projetou uma safra global de trigo na temporada nova em 774,83 milhões de toneladas, menor do que a anterior, de 779,29 milhões.
Para a especialista em commodities agrícolas Karen Braun, caso essas estimativas se confirmem, a tendência é de que os preços do trigo permaneçam firmes até 2023. A relação de estoque x consumo para a próxima temporada de trigo no mundo foi revisada para 14,9% pelo USDA nesta quinta, sendo a quarta menos desde a safra 2007/08. 
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Fonte: Notícias Agrícolas

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Daniel Alves

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