Esportes

Fora da Paralimpíada, futebol de nanismo busca visibilidade

Escrito por Daniel Alves

O nanismo é um transtorno, com mais de 200 variações, que impacta o crescimento e resulta na altura máxima da pessoa variar entre 1,40 e 1,45 metro. A deficiência é englobada, desde 1976, por algumas das modalidades que integram a Paralimpíada e os Jogos Parapan-Americanos, como atletismo, natação, halterofilismo e badminton. A nadadora Joana Neves e a pesista Mariana D’Andrea, campeã em Tóquio (Japão) no ano passado, são exemplos de atletas de baixa estatura com medalhas paralímpicas pelo Brasil.

Nem todos os esportes paralímpicos, porém, contemplam pessoas com nanismo, assim como há modalidades praticadas por atletas com baixa estatura que não fazem parte do programa dos Jogos, o que dificulta, mais que o normal, a busca por visibilidade e estrutura. É o caso do futebol. Por causa da carência de recursos, a seleção brasileira quase não conseguiu disputar a Copa América, realizada no mês passado, em Lima (Peru).

“É uma luta constante. Se não tivéssemos apoio [logístico] da CBF [Confederação Brasileira de Futebol] e [estrutural] do CBCP [Comitê Brasileiro de Clubes Paralímpicos], de última hora, estávamos arriscados a não conseguir viajar”, contou à Agência Brasil o presidente da Associação Brasileira de Esportes para Pessoas com Nanismo (Aben), José Carlos Rosário.

O Brasil é um dos países fundadores da FIFTB (sigla em espanhol para Federación Internacional de Futbol de Talla Baja) e responsáveis pela regulação da modalidade, que, apesar de jogada em uma quadra de futsal, tem diferenças para o esporte dito convencional. Ao invés de cinco, são sete atletas de cada lado. Entre os jogadores relacionados, somente dois podem ter altura superior a 1,40 metro (limitada a 1,49 metro), sendo que apenas um deles pode atuar ao mesmo tempo. Os competidores têm de apresentar um laudo médico, respaldado por um geneticista, constatando o tipo de nanismo.
Matéria Completa na Fonte []

Fonte: Agência Brasil

Sobre o autor

Daniel Alves

Deixe um comentário