Internacional

Acessíveis, ágeis e baratos: como drones permitem que Ucrânia enfrente uma superpotência como a Rússia

Escrito por Daniel Alves

Para além dos tanques de guerra, outro equipamento tem sido crucial no campo de batalha: os drones. Esse veículo aéreo não tripulado é flexível, ágil, acessível, de fácil reposição e está mudando significativamente o curso das guerras e poupando a vida de combatentes. Além dessas praticidades, eles podem carregar várias ogivas e serem letais. Há estudos em curso para que essa aeronave remotamente pilotada possa ser utilizada para fazer transporte de cargas e feridos, o que facilitaria no resgate e salvamento de soldados. Um diferencial que os drones oferecem é a possibilidade de reduzir gastos militares de maneira significativa. Países pequenos, que não possuem grande orçamento militar — e, portanto, não compram aeronaves caras —, podem entrar em conflitos diante de uma potência e ainda conseguirem superioridade aérea.

Esse é o cenário observado no conflito entre Rússia e Ucrânia, que acontece desde o dia 24 de fevereiro. No início, os russos acharam que iam dominar o espaço aéreo ucraniano com facilidade. Muito se debateu o motivo pelo qual as tropas de Vladimir Putin não terem conseguido supremacia aérea. Dentre as várias razões está o fato de o país de Volodymyr Zelensky ter utilizado drones para se defender. A utilização deste equipamento já estava em curso antes mesmo da invasão. As forças armadas ucranianas usaram drones turcos contra os separatistas em Donbass, o que gerou preocupação na Rússia.

Bernardo Wahl, professor de Segurança Internacional da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP), fala que, ao longo do século XX, as guerras eram vencidas por quem tinha grande aptidão militar (ou seja, as superpotências). “Os países menores não podiam se envolver porque não tinham recursos para isso, mas a evolução da tecnologia mudou tudo, os drones permitem que potenciais menores enfrentem potenciais maiores”, analisou. Ele lembra que a Rússia “queria destruir a Ucrânia com armas antigas”, mas os drones desempenharam um papel crucial na defesa ucraniana. Wahl ressalta que este conflito “é o laboratório para discutirmos e debatermos estrategia militares e o futuro da guerra”.
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Fonte: Jovem Pan

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Daniel Alves

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