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No Flamengo, Jesus faz da pressão uma satisfação e diz: “É sinônimo do sucesso. Quem não quer?”

Escrito por webmaster

Treinador rubro-negro projeta reencontro com Al Hilal e enaltece Mundial: “É Copa do Mundo”

Olhar fixo. Dois goles de água para amaciar a garganta. Às 18h44 (horário de Doha), Jorge Jesus começou a responder as perguntas de jornalistas de todo o mundo. Durante 23 minutos, o técnico do Flamengo respondeu sobre o Al Hilal, voltou a dizer que não se pensa em Liverpool antes da semifinal do Mundial de Clubes nesta terça-feira, comentou a comemoração de Gomis na partida contra o Espérance, entre outros assuntos.

E quando a palavra mais presente no vocabulário no cotidiano rubro-negro entrou em pauta, Jesus tirou de letra.

– É um ano de pressão, mas muito mais de satisfação. E é isso que vamos tentar passar no nosso jogo, um prazer, uma alegria, um grande espetáculo para tentar ganhar. Essa pressão é sinônimo do sucesso. Quem não quer? Quero viver toda minha vida com essa pressão – afirmou Jorge Jesus.
Às 19h07, foi encerrada a primeira entrevista coletiva rubro-negra no Catar. Hora de os jogadores fazerem um rápido reconhecimento do gramado do Estádio Internacional Khalifa, onde nesta terça-feira o Flamengo tentará fazer da pressão do favoritismo uma satisfação para milhões de torcedores.
Confira outros trechos da entrevista:

Prestígio do Mundial de Clubes

– Esse Mundial de Clubes cada vez terá mais importância na história de quem ganhar. Cada vez será mais difícil. Antigamente era um jogo, agora não é assim, e em dois anos será com 24 clubes. Será cada vez mais difícil. Os clubes da Europa hoje olham de maneira diferente. Até por ser no meio da temporada. Mas com o nível de competição será cada vez mais um título mais difícil e mais importante para os clubes

– Quem tem razão é quem qualifica essa competição como a mais importante para um clube. Como já disse, será cada vez mais difícil. Não na frente da Champions e da Libertadores, mas é uma Copa do Mundo como é de seleções, com um prestígio muito grande.

Presença em Al Hilal x Espérance:

– A ideia foi cada vez mais darmos responsabilidade para a semifinal. No Brasil, fala-se muito do Liverpool e esquecem que temos um jogo antes. Esquecem por ser um time saudita, não ser da Europa e não ser valorizado. Do time que vi jogar contra o Espérance e vai enfrentar o Flamengo, só um que não é do meu tempo: o central. Aproveitamos as quartas de final para fazer um treino contra meus possíveis adversários.

Reencontro com o Al Hilal:

– É uma mistura de sentimentos. Hoje, sou treinador do Flamengo. Tenho o carinho de todos esses jogadores que ajudaram o clube a ganhar os títulos mais importantes do Brasil. Ajudei o Al Hilal a formar essa equipe, os quatro avançados chegaram na minha entrada. Hoje, não tenho nada a ver com o Al Hilal, a não ser o carinho dos jogadores. Um deles é o Gomis. E como é o destino. Falamos que iríamos nos encontrar no futebol e nos encontramos.

Declarações do Al Hilal

– É normal (que Carlos Eduardo diga que não há mais nada no time do Hilal do Jesus). Passaram alguns meses e é uma forma dele, como capitão, manter a equipe dele focada. (Lucescu, treinador) Está fazendo um bom trabalho. Foi campeão na Grécia, teve um grande professor como o pai, que é um dos grandes treinadores do mundo. Foi escolhido para treinar o melhor clube árabe e faz um bom trabalho.

Vantagem física do Liverpool?

– Claro que quando você está no meio de uma temporada não está no limite de todas as condições que pode ter, mas o Liverpool joga na cinco, seis anos. Mas não quero falar do Liverpool, quero falar do Al Hilal, que tem 15 jogos na temporada. (…) O Al Hilal não é muito conhecido, mas eu conheço. E é um clube com um nível muito alto. Vamos pensar no Al Hilal.

Estratégia de jogo

– Não vamos mudar a maneira de jogar pelo fato de estar numa semifinal ou final. Seria dar um passo atrás. Queremos cada vez mais valorizar o nosso jogo e esperamos que possa entrar. Às vezes não entra por mérito defensivo do adversário. O jogo é estratégia. As estratégias de jogo são esperadas, mas a ideia não. A forma de atacar e defender será igual. É fundamental saber correr dentro de campo. É uma das coisas que buscamos na nossa equipe.

via: Globo Esporte

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