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Luxemburgo pode ser o segundo técnico com mais jogos no Cruzeiro

Escrito por Daniel Alves

Com possibilidade de seguir no Cruzeiro até dezembro de 2023, desde que suba à Série A em 2022, Vanderlei Luxemburgo tem chance de se tornar o segundo técnico que mais dirigiu o clube. No momento, ele ocupa o 11º lugar, com 149 jogos – 82 vitórias, 35 empates e 31 derrotas. A última partida foi o empate por 0 a 0 com o Náutico, no Mineirão, pela 38ª rodada da Série B.
Se completar o ciclo no Cruzeiro, Luxemburgo acrescentaria 57 partidas por ano (exemplo: 13 no Mineiro, seis na Copa do Brasil e 38 no Campeonato Brasileiro – Série B e, posteriormente, A). Assim, ele chegaria a 263, acima do atual segundo do ranking, Levir Culpi (257). O primeiro é Ilton Chaves, que marcou época nas décadas de 1960 e 1970, com 362 jogos. Completam o “top 5” Niginho (256), Mano Menezes (235) e Airton Moreira (206).

Luxa está em sua terceira passagem pela Toca. Em 3 de agosto, ele aceitou o convite da diretoria e encarou o desafio de evitar o rebaixamento à Série C. O Cruzeiro saiu da 18ª posição da Segunda Divisão, na 15ª rodada, com 13 pontos, e livrou se da queda com 48 pontos. Foram oito vitórias, 11 empates e quatro derrotas em 23 jogos (50,7% de aproveitamento).
O trabalho anterior de Luxemburgo no Cruzeiro durou menos de três meses. Em junho de 2015, ele substituiu Marcelo Oliveira, bicampeão brasileiro em 2013 e 2014, e não emplacou bons resultados. Na Copa do Brasil, foi eliminado pelo Palmeiras nas oitavas de final. No Brasileirão, ficou à beira do Z4, em 16º, com 22 pontos. Em 19 partidas, obteve seis vitórias, três empates e 10 derrotas, com índice de 38,4%. No fim de agosto, a Raposa demitiu o técnico e anunciou Mano Menezes como substituto.
Já a primeira experiência de Vanderlei na Toca, de agosto de 2002 a fevereiro de 2004, foi bastante vitoriosa e é considerada por muitos torcedores a melhor temporada do clube. Campeão mineiro, da Copa do Brasil e do Campeonato Brasileiro, o Cruzeiro marcou 179 gols nos 73 jogos que disputou em 2003 (média de 2,45). Mais de 70% dos tentos saíram dos pés do quarteto formado por Alex (39), Deivid (28), Aristizábal (28) e Mota (25). Todos os outros atletas do elenco balançaram a rede seis vezes ou menos.
Em 2003, o Cruzeiro ganhou 52 jogos, empatou 13 e perdeu apenas oito. Tanto o Mineiro quanto a Copa do Brasil foram conquistados de forma invicta. No Campeonato Brasileiro, o time alcançou 100 pontos em 46 rodadas – 31 vitórias, sete empates e oito derrotas, com 102 gols marcados e 47 sofridos.
Na Copa Sul-Americana, a Raposa ficou pelo caminho porque empatou por 1 a 1 com o São Caetano, no Mineirão. A equipe do ABC Paulista avançou no torneio graças à vitória em cima do outro time do grupo, o Palmeiras, por 3 a 0. O Cruzeiro também bateu o alviverde, porém por 1 a 0, ficando assim em desvantagem no saldo de gols.

Metas em 2022 e 2023

Para 2022, Vanderlei Luxemburgo pensa alto. Uma das exigências dele é o pagamento das dívidas na Fifa, na ordem de R$ 13 milhões, para que o time possa se reforçar. Inclusive, um nome já foi anunciado: o zagueiro Maicon Roque, de 33 anos, cria da própria Toca e que se destacou no Porto, de Portugal, de 2009 a 2016. Outros nomes especulados são os do zagueiro Manoel, do Fluminense, e dos atacantes Willian, do Palmeiras, e Ricardo Goulart, sem clube.
Ambicioso, Luxa deseja montar um time competitivo em 2022 para poder conquistar o acesso à Série A e sonhar com o hepta da Copa do Brasil. Em entrevista aos canais oficiais do Cruzeiro, ele ressaltou que quer entrar nas competições para brigar pelos títulos.
“A próxima temporada é obrigação do Cruzeiro montar uma equipe que vá buscar o acesso à primeira divisão e a Copa do Brasil. Chegar na Copa do Brasil o mais longe possível: uma final, uma semifinal. O Cruzeiro é um clube que gosta de copa, copeiro. Então, para o ano que vem, é uma cobrança de vocês, minha, de todo cruzeirense, que tenhamos uma equipe para brigar pelo acesso”.
“Não entrar para disputar, é brigar pelo acesso. E brigar por conquista de Campeonato Mineiro, da Copa do Brasil. Acho que é o que temos que concluir nesta temporada, para, sem ser na próxima (2022), na outra (2023), sim, pensar em coisas maiores: ir para uma Libertadores. Onde o Cruzeiro tem que estar”.

Técnicos que mais dirigiram o Cruzeiro

  1. Ilton Chaves – 362
  2. Levir Culpi – 257
  3. Niginho – 256
  4. Mano Menezes – 235
  5. Airton Moreira – 206
  6. Ênio Andrade – 187
  7. Adilson Batista – 185
  8. Matturio Fabbi – 181
  9. Orlando Fantoni – 172
  10. Marcelo Oliveira – 169
  11. Vanderlei Luxemburgo – 149
  12. Bengala – 136
  13. Carlos Alberto Silva – 135
  14. Gérson dos Santos – 134
  15. Zezé Moreira – 132

Fonte: Super Esportes

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Daniel Alves

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