Esportes Noticias

Favoritismos #22: veja quais equipes têm mais chances de vencer na rodada do Brasileiro

Escrito por Bruno

Favoritismos apresenta o potencial que cada time carrega para a rodada #22 do Brasileirão. Nesta edição, compara o desempenho nos últimos 60 dias como mandante ou visitante em todas as competições e também nos últimos seis jogos independentemente do mando, considerando as performances defensiva e ofensiva das equipes no jogo aéreo e no rasteiro. Em parceria com o economista Bruno Imaizumi, analisamos 69.667 finalizações cadastradas pelo Espião Estatístico em 2.863 jogos de Brasileirões desde 2013 que servem de parâmetro para entender a produtividade atual de cada equipe. Esta edição não leva em consideração o jogo Vasco x Fortaleza, disputado nesta quinta-feira, mas válido pela rodada #16. Obrigado pela leitura. Ótimo jogo!

 — Foto: Espião Estatístico

— Foto: Espião Estatístico

Favorito >> Bragantino

  • O Bragantino é o 12º mandante no Brasileirão (4V, 3E, 3D, 50% de aproveitamento) e recebe o Bahia, 15º visitante (2V, 3E, 5D, 30%). A equipe paulista já tem cinco gols marcados em contra-ataque, terceira maior marca da competição, mas o Bahia só levou um gol assim e é a sexta equipe que menos sofre finalizações em contragolpes, um dificultador para o time da casa.
  • A partida tem potencial para que seja marcado um pênalti pois pela média por jogo o Bahia é a equipe que mais teve penalidades a favor (foram seis), e o Bragantino é a sexta equipe com mais (foram cinco pênaltis). O Bahia tem 67% de aproveitamento, e o Bragantino só 20%. As equipes tiveram três pênaltis marcados a favor, empatados com a sexta menor marca.
  • O Bragantino é o sexto mandante que mais finaliza (média 15,2 por jogo), mas é o 14º em finalizações necessárias para fazer um gol (10,9) em casa. O Bahia é o sétimo visitante que menos permite finalizações (12,3 por jogo), mas é o quarto que menos resiste a elas, levando um gol a cada 7,7 finalizações. Também é o quarto visitante que precisa de mais finalizações para fazer um gol (12,5), mas o Bragantino é o terceiro mandante menos resistente: leva um gol a cada 8,1 conclusões sofridas.
 — Foto: Espião Estatístico

— Foto: Espião Estatístico

Favorito >> Flamengo

  • O Flamengo é o décimo mandante do Brasileirão (4V, 4E, 2D, 53%) e recebe o Coritiba, o quinto pior visitante (2V, 3E, 6D, 27%). O Flamengo tem o oitavo melhor ataque mandante, com média de 1,5 gol por partida, enquanto o Coritiba tem a segunda pior defesa visitante do Brasileirão, com média de 1,8 gol sofrido por jogo.
  • O desempenho ofensivo do Flamengo poderia ser melhor pois é o segundo mandante que mais conclui em gol (média de 17 vezes por jogo), mas tem o quinto pior aproveitamento, precisando de 11,3 tentativas para fazer um gol em casa. Depois do empate em casa com o Atlético-GO, o Flamengo pega outro visitante preciso, o sexto que precisa de menos finalizações para marcar (8,8). Em casa, o Flamengo leva um gol a cada 8,3 finalizações que sofre, quarto mandante menos resistente.
  • A bola de segurança no ataque do Flamengo já foi a aérea, principalmente cruzamentos, mas só quatro dos últimos dez gols foram marcados pelo alto. O Coritiba levou assim seis dos últimos dez, então há espaço para o Flamengo voltar a marcar dessa forma nesta partida. Após uma fase de domínio absoluto do jogo aéreo, o Coritiba só fez três dos últimos dez gols assim, e o Flamengo só levou quatro.
 — Foto: Espião Estatístico

— Foto: Espião Estatístico

Favorito >> Athletico-PR

  • O Athletico-PR é o 14º mandante (4V, 3E, 4D, 45%), mas vem embalado por três vitórias consecutivas após 11 jogos sem vencer em casa e fora. Outro estímulo é que o Santos é freguês lá, com apenas duas vitórias em 13 jogos pela Série A com mando paranaense de 2006 para cá. O Santos é o quarto melhor mandante neste Brasileirão (4V, 3E, 3D, 50%).
  • O Athletico-PR é o segundo mandante que precisa de mais finalizações para fazer um gol (16,1 tentativas em média), mas tem uma média de 13,2 finalizações por jogo em casa. O Santos é o sétimo visitante que mais resiste a finalizações, com média de um gol sofrido fora de casa a cada 11,7 finalizações que sofre. O Atlhetico-PR é o terceiro mandante que mais resiste, com um gol a cada 14 finalizações sofridas, mas o Santos só precisa de 8,7 para marcar, quinta melhor marca visitante.
  • O caminho para o Santos superar a histórica desvantagem quando visitante contra o Athletico-PR parece ser a jogada aérea. A equipe paranaense levou 60% de seus últimos gol assim, e o Santos marcou metade dos seus pelo alto, sem contar pênaltis e faltas diretas. Também levou metade, mas o Athletico-PR usa muito mais a bola rasteira: quatro de seus dez últimos gols foram marcados pelo alto.
 — Foto: Espião Estatístico

— Foto: Espião Estatístico

Favorito >> Palmeiras

  • Equipe de pior desempenho do Brasileirão, o Goiás é o também o mandante de menor aproveitamento (2V, 3E, 5D, 30%) e recebe o segundo melhor visitante da competição (5V, 3E, 2D, 60%). Defesa menos vazada da temporada com 32 gols sofridos em 46 jogos (e 22 jogos sem levar gol), no Brasileirão o Palmeiras tem a melhor defesa visitante, com oito gols sofridos em dez jogos, média 0,8 por partida.
  • Ainda assim vale lembrar que o ataque do Goiás é o quinto mandante mais preciso do Nacional, com um gol marcado a cada 8,4 tentativas. Seu problema é ser o quinto que menos finaliza por jogo (média 11,7). Fora de casa, o Palmeiras é a quarta defesa que menos sofre finalizações (média 11,2) e a segunda mais resistente, levando um gol a cada 14 tentativas dos mandantes.
  • Fora de casa, o Palmeiras faz um gol a cada 9 finalizações, oitava melhor marca e vai enfrentar a defesa que menos suporta os ataques adversários, levando um gol a cada 8,4 tentativas. O Palmeiras só faz 30% de seus gols pelo alto, sem contar pênaltis e faltas diretas, mas como o Goiás leva 70% de seus gols dessa forma, tem bastante espaço para o Palmeiras marcar dessa forma.
 — Foto: Espião Estatístico

— Foto: Espião Estatístico

Favorito >> São Paulo

  • Embalado por seis vitórias consecutivas, em época de eleições o são-paulino mais supersticioso só teme a repetição de 1989, quando perdeu o título em casa para o Vasco. Ainda mais depois de o líder Atlético-MG ter perdido para o 17º colocado Athletico-PR, colocação ocupada agora pelo Vasco. O São Paulo é o segundo melhor mandante (6V e 3E, 78%) e está invicto em casa. O Vasco é o nono visitante (3V, 2E, 5D, 37%).
  • O São Paulo vive sua metamorfose: segunda pior defesa da temporada 2020 com 54 gols sofridos em 43 jogos (média 1,26), a equipe paulista tem no Brasileirão o melhor desempenho defensivo mandante, com apenas cinco gols sofridos em nove jogos (média 0,56). Mas é importante ressaltar que o Vasco tem o terceiro melhor ataque visitante, com 13 gols em dez jogos (média 1,3).
  • O São Paulo é o terceiro mandante que mais finaliza, média 16,2 por jogo, mas precisa de 10,4 para fazer um gol, 11º desempenho. A defesa do Vasco quando visitante leva um gol a cada 8,8 finalizações, 12º desempenho. O Vasco faz um gol a cada 7,5 tentativas quando visitante, segunda melhor marca. Mas o São Paulo é o mandante que mais exige finalizações dos visitantes para que façam um gol, em média a cada 17,2 tentativas. O Vasco finaliza 9,7 vezes em média.
 — Foto: Espião Estatístico

— Foto: Espião Estatístico

Favorito >> Ceará

  • Até a gente estranha colocar o Ceará como visitante contra o Atlético-MG, mas a equipe mineira é apenas a sétima visitante (4V e 6D, 40%), e o Ceará é o sexto melhor mandante (5V, 3E, 2D, 60%). Fora de casa, o Atlético-MG tem deixado a desejar defensivamente, com média de 1,8 gol sofrido por jogo, terceira pior marca entre os visitantes.
  • Embora o Ceará venha melhorando consideravelmente a defesa de seu espaço aéreo, com apenas três gols sofridos pelo alto entre os últimos dez que levou, foram 11 entre os últimos 20 (55%). O Atlético-MG marcou seis dos últimos dez pelo alto e deverá fazer uma pressão considerável no ataque. Será interessante acompanhar se a defesa cearense vai resistir.
  • Fora de casa, o Atlético-MG precisa de 13,5 finalizações para conseguir um gol, terceira pior marca visitante, apesar de ser o que mais faz finalizações (16,2). O Ceará é o quinto mandante que menos permite finalizações (9,6 por jogo) e leva um gol a cada 10,7 (décima marca). O Ceará em casa precisa de 12,6 finalizações para marcar (quarta pior marca), mas o Atlético-MG leva em média um gol a cada 6,6 conclusões que sofre, pior marca visitante.
 — Foto: Espião Estatístico

— Foto: Espião Estatístico

Favorito >> Botafogo

  • O Botafogo é o segundo mandante de pior desempenho (2V, 5E, 4D, 33%), mas recebe o terceiro pior visitante, o Fortaleza (1V, 4E, 5D, 23%). Vindo de quatro derrotas consecutivas no agregado dos mandos, o problema do Fortaleza está mais no ataque, o quarto de menor média de gols feitos fora de casa (0,9 por jogo). Em casa, a defesa do Botafogo tem média de 1,27 gol sofrido por partida.
  • A bola aérea pode ser uma esperança para o Fortaleza, que marcou assim cinco de seus últimos dez gols, a mesma marca sofrida pelo Botafogo, que marcou quatro dos últimos dez com jogadas aéreas. Não é de se esperar gol do Botafogo assim porque o Fortaleza só levou três dos últimos dez gols pelo alto. Não é de se esperar gol de contra-ataque pois ainda não levaram gol assim na competição.
  • Quando mandante, o Botafogo precisa de 12,9 finalizações para conseguir um gol, terceira pior marca mandante no Brasileirão. O Fortaleza exige em média 12,1 finalizações para sofrer um gol, sexta melhor marca visitante. A equipe faz um gol a cada 9,6 tentativas, décima marca visitante, e o Botafogo sofre um gol a cada 10,6 finalizações sofridas, 11ª marca.
 — Foto: Espião Estatístico

— Foto: Espião Estatístico

Favorito >> Internacional

  • O Internacional é outro mandante invicto na competição e tem o terceiro melhor aproveitamento (6V, 4E, 73%). Recebe o Fluminense, nono visitante (3V, 2E, 5D, 37%). O Internacional tem a melhor defesa da temporada e a quarta melhor mandante do Nacional, ambas com média 0,80 gol sofrido por jogo. O Fluminense tem o 11º ataque visitante com média de 1,0 gol marcado por partida fora de casa.
  • Jogo para duelos interessantes pelo alto. Dos últimos dez gols, sem contar pênaltis e faltas diretas, o Internacional fez apenas três pelo alto, mas nos dez anteriores, essa marca foi de 80%. Do mesmo modo, dos últimos dez gols que o Fluminense sofreu, apenas dois foram pelo alto, mas dos dez anteriores, foram cinco. O que vai prevalecer desta vez?
  • Curiosamente, a pergunta vale para o outro lado do campo, também. Dos últimos dez gols que o Internacional sofreu, só três nasceram em jogadas aéreas, mas dos dez anteriores, a equipe gaúcho levou sete pelo alto. Aqui o problema é maior porque o consistentemente o Fluminense vem fazendo 70% de seus gols em jogadas aéreas, nos últimos dez ou 20 gols.
  • Aí entra a pressão ofensiva de cada um: o Internacional é o mandante que precisa de menos finalizações para fazer um gol, em média a cada 6,4 tentativas conseguindo 12,1 chances por jogo (13ª marca). O Fluminense resiste a 9,5 finalizações para sofrer um gol quando visitante, e marca um gol a cada 11 tentativas (11ª marca), com um gol por jogo. O Fluminense é o quinto mandante que mais resiste, suportando 13,3 finalizações até sofrer um gol, em média, mas só permite 10,6 por jogo.
 — Foto: Espião Estatístico

— Foto: Espião Estatístico

Favorito >> Empate

  • Embora o Grêmio só tenha vencido três vezes em 13 jogos pela Série A de 2006 em diante quando o mando foi corintiano, a equipe paulista não vence esse confronto em casa desde 2014. De lá para cá foram quatro empates e uma vitória do Grêmio, em 2018. O Corinthians é neste Brasileirão o 15º mandante (3V, 4E, 3D, 43%), e o Grêmio, o quinto melhor visitante (3V, 5E, 2D, 47%).
  • O Grêmio tem a segunda melhor defesa da temporada, com 38 gols sofridos em 48 jogos, média 0,79, e não levou gol em 22 jogos. No Brasileirão, é a segunda melhor defesa visitante, com média de 0,90 gol sofrido. O Corinthians tem o 12º ataque mandante, média 1,30 gol por jogo. O Corinthians precisa de 10,1 finalizações para fazer um gol em casa, décima marca. O Grêmio resiste a 12,1 finalizações até sofrer gol quando visitante, quinta melhor marca.
  • É jogo para se esperar bola viajando pelo alto sobre a área. Sem contar pênaltis e faltas diretas, o Corinthians fez metade de seus gols assim, e o Grêmio sofreu 70% dos gols dessa forma. E o oposto também tem alta influência aérea: 60% dos gols feitos pelo Grêmio e sofridos pelo Corinthians tiveram origem em jogadas aéreas.
 — Foto: Espião Estatístico

— Foto: Espião Estatístico

Favorito >> Sport

  • A partida deve reunir um legítimo choque de estilos. O Atlético-GO é a equipe que mais levou gols a partir de contra-ataques no Brasileirão, cinco, mas o Sport é a única equipe da competição que ainda não fez gol a partir de contragolpes. Quem sabe nesta rodada? Os goianos fizeram dois gols assim, décima marca, e o Sport só sofreu um.
  • O Sport tem feito 70% de seus gols a partir de jogadas aéreas, mas o Atlético-GO tem conseguido controlar seu espaço aéreo e só levou um gol assim entre os últimos dez, sem contar pênaltis e faltas diretas. Nos dez anteriores, havia levado cinco. A equipe goiana fez apenas dois dos últimos dez gols pelo alto, nas nos dez anteriores foram seis. O Sport leva pelo alto metade dos gols que sofre.
  • O Sport é o 12º mandante do Brasileirão (5V, 0E, 5D, 50%) e recebe o oitavo visitante (3V, 4E, 4D, 39%). O Sport precisa de 9,9 finalizações para fazer um gol, nona marca caseira. Os goianos suportam 10,9 finalizações até sofrer um gol quando visitante, oitava marca visitante, mas é a equipe visitante que precisa de mais finalizações para fazer um gol: 22,3. O Sport leva um gol a cada 8,6 finalizações que sobre, 15ª marca mandante.

Metodologia

Apresentamos as probabilidades estatísticas baseadas nos parâmetros do modelo de “Gols Esperados” ou “Expectativa de Gols” (xG), uma métrica consolidada na análise de dados que tem como referência 69.667 finalizações cadastradas pelo Espião Estatístico em 2.863 jogos de Brasileirões. Para esta temporada, passamos a considerar os jogos realizados desde a edição de 2013. Além de a base de dados ter sido ampliada em uma temporada, também passamos a considerar a altura dos goleiros que sofreram cada uma dessas finalizações, a diferença de valor de mercado das equipes em cada temporada, o tempo de jogo e a diferença no placar no momento de cada finalização, além do ângulo e da distância entre a bola em cada conclusão e o gol em si.

O modelo empregado nas análises segue uma distribuição estatística chamada Poisson bivariada, que calcula as probabilidades de eventos (no caso, os gols de cada equipe) acontecerem dentro de um certo período de tempo (o jogo).

Resultado

Favoritismos acertou 87 resultados em 195 partidas analisadas, aproveitamento de 45%.

*A equipe do Espião Estatístico é formada por: Bruno Saldanha, Caio Carvalho, Guilherme Maniaudet, Guilherme Marçal, Leandro Silva, Roberto Maleson e Valmir Storti.

Sobre o autor

Bruno

Deixe um comentário