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Atlético-MG tenta se livrar de condenação de R$ 229 mil em ação de clube do Chipre por Allan

Escrito por Bruno

Apollon Limassol, clube que Allan defendeu entre 2017 e 2018, cobra 50 mil dólares de “compensação de treinamento”; Fifa emitiu decisão de 1º grau com condenação de US$ 41,6 mil

A nova diretoria do Atlético-MG trabalha para tentar esvaziar as demandas na Fifa nas quais o clube é réu. Pagamentos milionários já foram feitos para encerrar discussões, mas em 2020 surgiram novas. A mais recente é envolvendo cobrança do clube cipriota Apollon Limassol, o qual requer pagamento de “compensação por treinamento” do Galo envolvendo o volante Allan. A Fifa condenou o clube brasileiro em US$ 41,6 mil (R$ 229,3 mil atuais), em agosto de 2020.

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Na condenação, foi dado prazo de 45 dias para o Atlético quitar a dívida, de valores bem mais baixos que outras cobranças. Caso o Galo não cumpra o determinado, sofrerá proibição de registrar novos jogadores por até três períodos de janela internacional. Fato é que o clube mineiro tem direito a recorrer ao TAS – Tribunal Arbitral do Esporte – e, com isso, congelar os 45 dias de prazo. Além dos 41 mil dólares, a multa ao Atlético tem também 5% de juros anuais, a contar de 15 de fevereiro de 2020.

Allan foi contratado pelo Atlético-MG em janeiro de 2020, junto ao Liverpool, por R$ 16,3 milhões (3,5 milhões de euros na cotação da época). Ele havia se destacado no Fluminense, onde estava por empréstimo. O Apollon Limassol, do Chipe, foi o clube que Allan defendeu entre 30 de agosto de 2017 e 22 de julho de 2018 e entrou com ação na Fifa cobrando 50 mil dólares pela “compensação de treinamento”.

Este é um recurso que a entidade máxima do futebol resguarda a clubes que registraram jovens atletas e são remunerados por ajudarem na formação do jogador. É similar ao mecanismo de solidariedade, que destina uma porcentagem de toda transação internacional de atleta aos clubes que o tiveram entre 12 e 23 anos.

No caso do “training compensation“, a regra é acionada quando o jogador assina o primeiro contrato profissional, ou toda vez que um jogador é transferido de forma internacional até completar seu 23º aniversário, os clubes que o registraram neste período tem direito a valores pré-tabelados. Allan, nas regras da Conmebol, vale os US$ 50 mil por ano, cobrados pelo clube do Chipre. Ele jogou por lá nas temporadas de 20º para o 21º aniversário.

Fachada do prédio da Fifa — Foto: Divulgação/Fifa

Fachada do prédio da Fifa — Foto: Divulgação/Fifa

No Atlético, chegou dois meses antes de completar 23 anos. Agora, quando (e se) for negociado pelo Galo, não terá mais a “compensação de treino” acionada. O clube brasileiro rejeitou a cobrança do Apollon Limassol, que foi à Fifa em 29 de abril de 2020. Nas alegações do Atlético, quando Allan foi para o Chipre, aos 21 anos, ele já tinha tido a sua formação como atleta profissional concluída.

É um argumento que já foi acatado pela Fifa e pelo TAS, uma vez que jovens atletas Sub-20 já têm larga experiência internacional. No caso de Allan, o Galo demonstrou que ele só não jogou pelo Liverpool por falta de visto de trabalho, e com isso precisou ser emprestado para SJK Seinäjoki (Finlândia), St.Truiden (Bélgica), além do Hertha Berlim (Alemanha).

Na interpretação do juiz único da Câmara de Resoluções de Disputas da Fifa, os campeonatos que Allan atuou antes de chegar ao Chipre eram de “segundo escalão”, exceto a Bundesliga, mas ele atuou em 16 rodadas de 34 possíveis, o que foi considerado um elemento não tão essencial ao clube da capital alemã. O ge tentou contato com o departamento jurídico do Galo, mas ainda sem retorno.

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